segunda-feira, 5 de maio de 2014

Dois corpos submersos

Então eu estou vivendo o que realmente é o amor
O que eu sinto é pleno, é a minha totalidade
É como se todas as coisas se enchessem de graça, de riso, de cor, de som
E quando a distância surge, você derruba esse muro que nem chegou a nos separar
Quando nos magoamos, nos olhamos no fundo dos olhos, encaramos o amor, nos perdoamos e tudo volta ao seu devido lugar. Nesses tempos de felicidade, nada dolorido sobrevive por muitos minutos
Fui engolida por um coração maior que o meu
Por mãos grandes, olhos transparentes, um perfume próprio e a força que não me deixa ir embora
Sim, agora sim. É de certeza.
No nosso mundo, somos rei e rainha, somos plebeus em campos de trigo, somos amantes em camas quilometrais, somos namorados de celeiro, somos tudo que quisermos ser. Somos um do outro, um para o outro.
Nesses finais de semana de janelas fechadas, sem ver o sol, o que irradia é o amor



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