Então, eu estava sozinha. Mergulhada em solidão e satisfeita com o eco que vinha de dentro. Eu comecei a gostar de mim
Tive relacionamentos de curto tempo, nos últimos meses
Brinquei, ri, não tinha nada a perder
Ganhei flores, palavras, mimos e presentes
No meio dessas risadas todas, encontrei alguém igual a mim, um pianista, mas ele também foi-se embora, em meio a intensidade. Que ele consiga conquistar o mundo com música.
Continuava
Sozinha
Sozinha
De repente, alguém surgiu, há exatamente um mês e três dias
Me protege, me embala, me acalma, me busca, me traz, me faz bem, me faz rir, se interessa, se preocupa, confia. Está comigo. Sempre. Não importa aonde vamos, pra ele, só importa nós dois.
Então a solidão já não faz mais tanto sentido
Porque acho que finalmente encontrei o que nem procurava
As pessoas ainda se entregam ao coração...
E eu, estou me despindo de máscaras, pouco a pouco
Porque dessa vez acho que vale a pena
Estou feliz, simplesmente feliz, por tu simplesmente existir
Simplesmente estou adorando
Ser simplesmente
Tua
.
terça-feira, 25 de março de 2014
domingo, 9 de março de 2014
Hoje ela me chamou
Caí no encanto de uma figura vazia
Suas palavras eram como um invólucro
Nessa noite que passo ao som de grilos e ponteiros
E das palavras dela
Que fez uma promessa
Disse que posso ser eu mesma
Caso finalmente vá ao seu encontro
De tempos em tempos, ela proprõe um atrativo
Jura com os pés juntos que serei feliz
E que tudo não passará de uma vaga lembrança
Que o tempo pode ser infinito
E que nunca envelhecerei na memória de ninguém
"Poderia ter sido uma mulher brilhante"
Restaria apenas uma bela dúvida em seus corações
Eu seria eternamente uma menina
Vivendo o maior sonho que existiu
Na morte eu vejo um encontro comigo mesma
É como se eu pudesse me chocar no ar do ar
Na luz da luz
Escrevendo a última página
Antes de adentrar a perfeição
sexta-feira, 7 de março de 2014
Tiago
Há um ano atrás, nós éramos um. Hoje somos milhões. Milhões de faces, de gestos, ideias, pensamentos, milhões de sorrisos e lágrimas, nós rimos e choramos com outros. Nós nos compartilhamos com outros. Tudo o que antes era singular, hoje foi dividido. É bom saber dividir, mas dói o peito quando penso que há exatamente um ano atrás nós éramos apenas um. Hoje já não sei do que aprendeu a gostar, só lembro daquilo que conheci e prefiro esquecer do que nos separou. Te mantenho guardado naquela caixa em forma de coração. Tuas palavras estão no fundo do guarda-roupa, assim como em mim. É quase absurdo pensar em nós. Parece um delírio de um ano e meio. Uma erupção que parecia infinita, mas que agora cessou. Nós dois juntos éramos como uma caricatura da intensidade. Desde os bilhetes até na cama. Faz tempo que não choro por nós, desde novembro, mas ontem acordei com uma sensação de angústia, de inquietude, de silêncio, de sobriedade excessiva e ao mesmo tempo embriaguez. Tão longe, tão impossível, inalcançável.
Me preocupo com aquele que tanto conheci.
Agora viramos sombras. Viramos cicatrizes que quase sumiram. Viramos dedicatórias dentro de livros. Viramos um coração em uma árvore, que nunca morrerá.
Eu amo aquele que encontrei em 2012.
Te vejo qualquer dia desses, enquanto tomo um café, escorada na parede.
"Me empresta um cigarro?"
Ana
Há um ano atrás, nós éramos um. Hoje somos milhões. Milhões de faces, de gestos, ideias, pensamentos, milhões de sorrisos e lágrimas, nós rimos e choramos com outros. Nós nos compartilhamos com outros. Tudo o que antes era singular, hoje foi dividido. É bom saber dividir, mas dói o peito quando penso que há exatamente um ano atrás nós éramos apenas um. Hoje já não sei do que aprendeu a gostar, só lembro daquilo que conheci e prefiro esquecer do que nos separou. Te mantenho guardado naquela caixa em forma de coração. Tuas palavras estão no fundo do guarda-roupa, assim como em mim. É quase absurdo pensar em nós. Parece um delírio de um ano e meio. Uma erupção que parecia infinita, mas que agora cessou. Nós dois juntos éramos como uma caricatura da intensidade. Desde os bilhetes até na cama. Faz tempo que não choro por nós, desde novembro, mas ontem acordei com uma sensação de angústia, de inquietude, de silêncio, de sobriedade excessiva e ao mesmo tempo embriaguez. Tão longe, tão impossível, inalcançável.
Me preocupo com aquele que tanto conheci.
Agora viramos sombras. Viramos cicatrizes que quase sumiram. Viramos dedicatórias dentro de livros. Viramos um coração em uma árvore, que nunca morrerá.
Eu amo aquele que encontrei em 2012.
Te vejo qualquer dia desses, enquanto tomo um café, escorada na parede.
"Me empresta um cigarro?"
Ana
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