terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Sensação boa...
Aprendi a ser alguém
Próximo de quem sou
E com isso
Vem tanta coisa
Tanta coisa...
Não tenho nada a perder
A noite sempre será minha

Esse ano senti um clarão
Uma dor
Após tanto tempo em um quarto escuro
É difícil sair
Mas a LUZ
se torna uma dádiva

É um prazer estar viva
Muito viva
Andando alegremente
Em direção à morte

Que o próximo ano
Venha
Como uma bomba


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Festividade mórbida

Esse é o primeiro ano que o natal não me causa nada
Talvez eu tenha crescido a esse ponto
Cada vez eu fico mais longe da minha infância, na questão de hábitos
Mas a infância chega cada vez mais perto
Trazendo aquela figura que faltou com amor e segurança
Ela vem até mim de tantas formas, tantos cheiros, tantos gostos, tantos gestos
Encontrei alguém tão semelhante
Que chega a doer
Aquela menininha que não foi ouvida, hoje é
Ela grita dentro de mim


sábado, 21 de dezembro de 2013

O. Wilde

Hoje o dia começou com poesia

Uma figura de preto na minha casa, andando em passos silenciosos enquanto todos dormiam. Apaguei a luz. Não. Melhor acesa.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O que aprendi em dois meses:


A vida é uma arte
Leitura dinâmica de partituras
A rua é um parque de diversões
A liberdade é uma companhia irresistível
Os homens ficam bobos facilmente
A noite é uma criança bagaceira
As pessoas podem ficar bonitas vestindo branco (mas só algumas)
Olhos caídos são os mais charmosos
Café ataca o fígado
Zoloft é um navio de adrenalina que afundou na minha cabeça
Fotografar expressando emoções é muito mais prazeroso do que eu achava
Há muita carência nesse mundo
Falar com as pessoas é prazeroso
Falar consigo mesmo é revigorante
Falar com um piano é completo
Comprar no ebay dá meio certo
Paranóias anoréxicas sempre voltam
Emagrecer me deixa louca
Cachaça pode ser bom
Uma "DR" calma existe
Viver é o melhor presente que eu poderia ter ganhado
Presente não se recusa e nem se devolve
O mundo é uma loucura tão bonita
Ouvir os pássaros às 6 da manhã causa uma alegria estranha
Cenas de filme existem mesmo na vida real


O que aprendi em um ano e seis meses:


Acender um cigarro sem encostar na chama
Confiar sempre desconfiando
Intimidade excessiva
Bukowski é bom
Um frasco de perfume pode durar pouco
Kaiser é boa
Depois de um tempo, unhas roídas não doem mais
Apelidos brotam 
Socializar é quase necessário
Som de vinil é diferente
All star novo não dura
Vinho é bom não só no inverno
O cigarro pode deixar os dedos amarelos
Dormir com o cabelo molhado não significa que ele vá mofar
Dormir sem o lençol na cama não é tão ruim
Bater a cabeça na parede chacoalha o cérebro
Sexo é quase tudo
Barba acumula coisas
Elvis é bom
Nutella é superestimado
Mágicos realmente existem
A pele se abre fácil
Jogar a toalha no chão do quarto depois do banho
Nunca grudar um absorvente num livro
Chá gelado enjoa
Tomar remédios demais faz mais mal que o esperado
Ganhar rosas é lindo
Cenas de filme existem na vida real






quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Quarta de noite
Quase quinta
Eu vou sair para a escuridão
Encontrar pessoas que conheço superficialmente
Isso tudo vai contra quem sou
No que acredito
Os chamo de "amigos"
Mas essas noites me tiram de mim mesma
De todas as formas
Me tiram dessa insatisfação comigo
Me tiram dessa casa
Desse mundo que criei



quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Então, depois de muito tempo procurando, eu encontrei uma menina


Na análise
"Ana, por que achas que a tua relação era assim?"
"Porque eu não tinha escolha."
Momentos de silêncio. Olhos nos olhos.
Não consigo identificar a expressão que fiz
Tudo estava tão claro...
Ele sorriu por ver que eu tinha percebido.
"Ana... tu sabes muito bem que tu tinhas escolha..."

Eu só vivi o amor que eu achava merecer. Passional. Ardente. Cansativo demais.
Hoje vejo que mereço viver outro tipo de história.
A minha insegurança construiu 4 paredes a minha volta.
Eu saí pela porta, sem olhar para trás

No meio do caminho
Encontrei uma menina que se um dia eu soube da existência, me esqueci
Uma menina que pode ser feliz por si só
Que não dorme e nem acorda chorando
As tristezas vivem nela, também
As lembranças são vívidas
Mas tudo parece em seu devido lugar

Eu aprendi a ser alguém normal na minha própria loucura
A próxima vez que eu construir paredes, serão de concreto








domingo, 8 de dezembro de 2013

Os olhos pesam, é o sono... acúmulo de duas manhãs mal dormidas.

A solidão tem gosto de liberdade

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O ar me falta e as notas sobram
Eu sinto cada pausa assassinando os sons
E logo eles voltam a vida
As partituras são portas para o infinito
Frente ao piano, eu sou eterna
Minhas mágoas 
Meus risos
Minhas memórias
Viram melodia 
E ressoam até o canto mais escuro
Onde antes
Era vazio
Tocar piano
É o que me ilumina
Às vezes tenho a sensação
De que a linha da separação é tão tênue
Que eu mesma
Viro música.