quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Alguma luminosidade
Daniel
"Os papéis que escrevi para ti, já não sei mais se existem
Franzindo o cenho e fechando os olhos, eu peço que sim..."
Na infância sonhava com aviação
Os olhos brilhavam por conhecimento
E brilham até hoje, em alguns momentos
Diante de tanto que existe no mundo, esperando por aqueles como Daniel
Mas os sonhos viraram aviões andando paralelamente pra sempre
Às vezes há pequenos lapsos, como um roque no xadrez
Ou como as Ondas do Danúbio em um piano
Lapsos como uma corrente de eletricidade
Ou uma faculdade
Ou mais do que uma
Às vezes eu gostaria de saber sobre isso
Na verdade eu já soube mais... ou não soube nada
Porém sei que és uma pessoa que o mundo precisa
És alguém que eu preciso
Preciso que corte o silêncio e que me procure para se despedir
Não necessariamente que corte o silêncio, pois ele é belo quando se consegue ficar a vontade
Mas sempre lembre que nós dois somos tão sensivelmente parecidos
E que és meu melhor amigo
Compartilho contigo a sensibilidade e a raiva que surge quando a anterior é ferida
Eu sei que tu sabes, que, no teu lugar, eu também jogaria a xícara...
Eu amo quem tu és, seja quem simplesmente for
No final somos fragmentos que se juntam
Somos
Todos os sonhos, devaneios, lágrimas e carinhos
Todos os lapsos, sorrisos, passos e espinhos.
Ana
(Puma)
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
31 de março
Pela primeira vez o infinito me beijou
Foi o único beijo que me fez marca
E a única pessoa que fez de mim morada
Eu deixei
Me entreguei
Me embriaguei
Me deleitei
Tão fechada, me abri
Adentrei a intimidade
E gozei
Pela primeira vez eu vi a luz
E a solidão não podia mais ser meu lar
Moro no teu peito
E teus olhos são meu mar
Teus cabelos me cobrem
Tuas mãos me seguram
E tua voz me embala
Então eu durmo
Sonho
Te encontro
Acordo
Te vejo
Espero
A cada segundo
Teu beijo
Teu corpo
No meu corpo
No meu corpo
Tuas palavras
No meu ouvido
No meu ouvido
"Quero ter um filho contigo"
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
O corredor azul, porta 18
Sim
Eu lembro do dia em que meu coração virou um acorde
E é isso que me faz soar
É isso que me fez sonhar
Subia as escadas como se fossem linhas de um compasso
E os meus dedos aprendiam a expressar o meu olhar
Dedos esses que já não são os mesmos...
Olhar esse que ficou para trás
Ficou na memória de quem sentiu o entusiasmo infantil
E por medo da frustração, escolhi trancar a porta 18
Sem saber que me frustraria de qualquer jeito
Sim
Eu sei
Como é
Tentar abrir uma porta que guardava tanto
E de repente não ter mais nada lá
Só o ressoar vazio
De um suspiro
De alguém que não consegue mais entender
As últimas notas da penúltima oitava
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