quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Alguma luminosidade
Daniel
"Os papéis que escrevi para ti, já não sei mais se existem
Franzindo o cenho e fechando os olhos, eu peço que sim..."
Na infância sonhava com aviação
Os olhos brilhavam por conhecimento
E brilham até hoje, em alguns momentos
Diante de tanto que existe no mundo, esperando por aqueles como Daniel
Mas os sonhos viraram aviões andando paralelamente pra sempre
Às vezes há pequenos lapsos, como um roque no xadrez
Ou como as Ondas do Danúbio em um piano
Lapsos como uma corrente de eletricidade
Ou uma faculdade
Ou mais do que uma
Às vezes eu gostaria de saber sobre isso
Na verdade eu já soube mais... ou não soube nada
Porém sei que és uma pessoa que o mundo precisa
És alguém que eu preciso
Preciso que corte o silêncio e que me procure para se despedir
Não necessariamente que corte o silêncio, pois ele é belo quando se consegue ficar a vontade
Mas sempre lembre que nós dois somos tão sensivelmente parecidos
E que és meu melhor amigo
Compartilho contigo a sensibilidade e a raiva que surge quando a anterior é ferida
Eu sei que tu sabes, que, no teu lugar, eu também jogaria a xícara...
Eu amo quem tu és, seja quem simplesmente for
No final somos fragmentos que se juntam
Somos
Todos os sonhos, devaneios, lágrimas e carinhos
Todos os lapsos, sorrisos, passos e espinhos.
Ana
(Puma)
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LER DE BAIXO PARA CIMA:
ResponderExcluirNa infância
Os olhos
E brilham
Diante de tanto que existe
Mas os sonhos
Às vezes há pequenos lapsos
Ou
Lapsos
Ou
Ou mais
Às vezes eu
Na verdade eu
Porém sei
És alguém que eu preciso
Preciso
Não necessariamente
Mas sempre lembre
E que és meu
Compartilho contigo
Eu sei que
Eu amo quem tu és
No final
Somos
Todos os sonhos
Todos os lapsos